Como o synth lê os seus dedos
O rastreador é o modelo de mão do MediaPipe. Não precisa de luva. Precisa de luz, distância e dois segundos de paciência. Depois a cifra fica fixa. Aprende uma vez, vale em toda visita.
Mão esquerda: grau, maior e menor
Um dedo é I. Dois é II. Três, quatro, cinco sobem a escala. Indicador + mindinho, sem médio nem anelar, é VI. Soma o polegar e vira VII. Inclina a palma para dentro no maior, para fora no menor. É mais mapa de campo harmônico do que teclado — dá para segurar I–V–vi–IV sem olhar para baixo.
Mão direita: forma, oitava, filtro, volume
Os dedos da direita mudam a cor do acorde: fundamental, primeira inversão, sétima, ou dominante/diminuta conforme o modo. Polegar para dentro sobe a oitava. Para fora desce. Inclinação varre o filtro. Altura é volume. Se a direita some do quadro, o som abaixa de propósito — evita nota presa quando a detecção falha.
Escolhe o tom no canto antes da música. Quente, brilhante e fliperama são osciladores, não piano de cauda. Cortam no alto-falante do notebook. Se quiser martelo de feltro, abre um piano online depois. Aqui o ponto é ouvir a harmonia andar quando o dedo anda.